Observação sem ação
Está impressionante o volume de informação que chega até nós diariamente que deixa bem claro que a humanidade está vivendo um dos momentos mais trágicos de sua história. As pessoas estão recuadas em seus próprios mundos, atrás de muralhas de medo que foram construídas com base na opressão gerada pela violência, tanto física quanto psicológica. Na maior parte das vezes nem sabemos quem são os inimigos, e por conseqüência duvidamos de tudo e de todos.
Percebo alguns casos isolados de pessoas que unem forças para tentar fazer algo para chamar a atenção da grande massa para o caos generalizado que tomou conta do nosso cotidiano. Porém, não há contingente suficiente para falar mais alto que os grandes veículos de comunicação - que tem como objetivo habituar as pessoas a ficarem em estado de inércia em frente à televisão, pois assim conseguem vender mais publicidade. Interessante que milhares de pessoas se mobilizem para votar num big brother, e nada fazem para se organizar por algum objetivo maior. Realmente não é papel dos grandes meios mobilizarem as pessoas para um estado de consciência mais elevado, e sim manter a informação de que sempre são os “outros” os culpados pela nossa trágica realidade.
É nítido e claro que a situação está ruim. O medo como fator paralisante, pode afetar ainda mais esse cenário. Porém, para aqueles que ainda possuem forças para enxergar, o que fazer para enfrentar o sistema atual? A solução com certeza é a expansão da consciência, onde cada um de nós passa a enxergar que somos criadores de nossa realidade. Mas, se a maioria não enxerga, o que fazer? É realmente desafiador esse estágio que chegamos.