Visão sobre a vida
por Robert Happé
por Robert Happé
Assisti recentemente o filme Tiros de Columbine do Michael Moore. O filme foi lançado em 2002 e, no formato de documentário, fala de forma extremamente clara e direta sobre os bastidores de um episódio de dois adolescentes que abriram fogo num colégio nos EUA.
Duas coisas me chamaram muito a atenção ao assistir esse filme. A primeira delas é o fato de conseguiur deixar escancarado para qualquer um que o assiste os interesses que estão por trás da política do medo que a população mundial tem que enfrentar. Por meio de interesse econômico de meia dúzia de pessoas, foi armado todo um cenário de instabilidade para que as pessoas fiquem completamente apavoradas e percam totalmente a noção do papel individual. É tudo muito bem esquematizado, onde sempre o culpado pela tragédia individual é o “outro”. No caso da tragédia de Columbine colocaram a culpa em diversos meios como filmes, video-games e até mesmo nas músicas do Marlin Maison - que por sinal demonstrou um nível de esclarecimento excepcional sobre o sistema ao ser entrevistado no documentário. O segundo ponto que me chamou muito minha atenção no filme foi a postura do Michael Moore extremamente corajosa de expor seu ponto de vista. Numa sociedade acuada pelo medo, ele ousou em colocar os fatos sem muita preocupação com represálias.
Quando vejo filmes como esse, um dos meus principais questionamentos parece mais longe da resposta: Por que é tão difícil para a maior parte das pessoas conseguir enxergar além dos fatos? Acho impressionante como somente algumas poucas almas iluminadas são capazes de visualizar todos esses interesses e manipulações, e mesmo as que conseguem visualizar agem muito pouco para buscar criar um novo cenário para o nosso planeta. Acredito que esse tipo de postura acuada favorece ainda mais os “donos do mundo”, já que dessa forma podem continuar argumentando por aí que vivemos em democracias e somos livres para agirmos como quisermos. Como dizem por aí, como conseguir dormir ao som de tanto barulho …
Texto extraído do blog Saindo da Matrix (www.saindodamatrix.com.br). Compartilhamos da mesma opinião.
“Continuando a série de posts, que tratou de fluidos espirituais moldáveis pela mente e o efeito do pensamento sobre o organismo, era natural que eu chegasse ao tema do filme “The Secret“.
Muita gente cobrou um post sobre esse filme e eu fiquei propositalmente mudo sobre ele. Na verdade o mutismo se devia ao choque que foi assisti-lo, em contraste com a reação entusiasmada do público. Isso porque a primeira metade do filme me fez ter vontade de vomitar. Como um filme que se propõe atingir um público espiritualista pode ser tão materialista?? Metade do filme parece um grande comercial do tipo 011-1406 (parodiado pelo Casseta e Planeta com as Organizações Tabajara) onde “depoimentos” nos informam como conseguir carro, sucesso, mulheres e dinheiro. Tudo de maneira fácil e milagrosa. Problema pra pagar suas contas?
A secretária gostosa do trabalho não olha pra você?
Seus problemas se acabaram!!
Conheça O Segredo, utilizado até hoje pelos grandes gênios da humanidade! Se você não é um Einstein ou um Newton é porque não conhece O Segredo! ![]()
Disgusting…
Triste como um filme, seguindo na esteira de sucesso de “Quem somos nós?” (que foi voltado pra um público mais consciente) perde uma grande oportunidade de ensinar ao público que o poder da mente pode (e deve) ser usado pra algo mais do que ter um carro ou TV de plasma…
Com o tempo, o choque inicial passou, e depois percebi que era uma grande jogada de marketing pra fisgar o “espectador Homer Simpson”, maioria nos EUA (e no Brasil), ou seja, o filme é voltado pra um público muito mais amplo que o de “Quem somos nós?” ou daqueles que se interessariam por “Universo Elegante“. A primeira metade é feita pra literalmente fisgar o “Homer” com o que ele mais dá valor e aí, depois de preso, vai ter de aturar toda a parte metafísica. Um passo de cada vez…
Na verdade não há “Segredo” algum no filme, nem uma conspiração dos grandes gênios pra manter você na ignorância enquanto eles ficam ricos e famosos. O que temos aqui é uma aplicação do Princípio do Mentalismo que, através do Princípio da Vibração “fixa” no espaço o que era apenas um devaneio, transformando-o em uma realidade paralela, criação do mundo mental (ainda assim material, embora em outro nível) e que, através do Princípio da Correspondência aumenta as chances de você vir a conseguir, através da tal “conspiração do Universo”, o que você quer. Foi assim que eu consegui minha Ferrari, minha mansão e essa gatinha aí do lado. Agora que vocês sabem meu “Segredo”, parem de ficar me invejando e tratem de pensar positivo!
A grande lição do filme é a mudança de pensamento nas coisas objetivas. Isso já é velho em neurolinguística, mas pro grande público isso é novidade: Nunca diga, por exemplo “Não vou ficar DOENTE”, pois seu subconsciente vai interiorizar a palavra DOENTE e vai criar toda uma imagem disso. Pense positivo: “EU SOU saudável”, mesmo que esteja numa cama de hospital moribundo. Bote o pensamento (a força mais poderosa e sub-utilizada do Universo) pra mandar na matéria. Não que você vai saltar da cama na mesma hora, mas, como vimos no post dos efeitos da fé no organismo, o pensamento positivo (ou “fé”, como queiram) é uma realidade palpável na saúde. Troque o “Não vou discutir com ninguém” por “EU SOU calmo”. O mesmo vale pra o material: Não pense “se eu fosse rico eu compraria uma Ferrari”, mas sim “eu serei rico e comprarei uma Ferrari”. Sentiu a diferença? Mas isso precisa ser pensado com uma certeza próxima da de um louco. O que me fez pensar agora: por que os loucos não conseguem o objetivo das loucuras e obsessões deles? Talvez falte uma atitude objetiva, uma postura EM DIREÇÃO ao objetivo. Não adianta nada cruzar os braços e esperar sentado. Mas, quando há determinação e fé cega, podem acontecer coisas bizarras como Hitler e fascinantes como o Imperador dos Estados Unidos.”
Está impressionante o volume de informação que chega até nós diariamente que deixa bem claro que a humanidade está vivendo um dos momentos mais trágicos de sua história. As pessoas estão recuadas em seus próprios mundos, atrás de muralhas de medo que foram construídas com base na opressão gerada pela violência, tanto física quanto psicológica. Na maior parte das vezes nem sabemos quem são os inimigos, e por conseqüência duvidamos de tudo e de todos.
Percebo alguns casos isolados de pessoas que unem forças para tentar fazer algo para chamar a atenção da grande massa para o caos generalizado que tomou conta do nosso cotidiano. Porém, não há contingente suficiente para falar mais alto que os grandes veículos de comunicação - que tem como objetivo habituar as pessoas a ficarem em estado de inércia em frente à televisão, pois assim conseguem vender mais publicidade. Interessante que milhares de pessoas se mobilizem para votar num big brother, e nada fazem para se organizar por algum objetivo maior. Realmente não é papel dos grandes meios mobilizarem as pessoas para um estado de consciência mais elevado, e sim manter a informação de que sempre são os “outros” os culpados pela nossa trágica realidade.
É nítido e claro que a situação está ruim. O medo como fator paralisante, pode afetar ainda mais esse cenário. Porém, para aqueles que ainda possuem forças para enxergar, o que fazer para enfrentar o sistema atual? A solução com certeza é a expansão da consciência, onde cada um de nós passa a enxergar que somos criadores de nossa realidade. Mas, se a maioria não enxerga, o que fazer? É realmente desafiador esse estágio que chegamos.
Por Eunice Ferrari
“Siga placidamente em meio ao barulho e à pressa e lembre-se da paz que se encontra no silêncio”. - Max Ehrmann
Costumo receber inúmeros e-mails pedindo dicas e técnicas fáceis de meditação. Algumas delas, infelizmente, ainda acreditam que a meditação é algo fora do comum, algo que somente as pessoas especiais ou espiritualmente preparadas podem conseguir. Esse tipo de pensamento faz com que muitas pessoas desistam antes mesmo de começar.
Os seres humanos em geral (especialmente nós, brasileiros) costumam desistir muito facilmente daquilo que se propõem, mesmo que a proposta seja benéfica para nós. Saliento constantemente em minhas matérias a importância de nosso comprometimento com tudo aquilo que fazemos, especialmente se o que fazemos é para nosso crescimento e melhoria.
Quando falo, por exemplo, em aumentar a taxa de felicidade, falo em comprometimento com o lado iluminado da vida, pois a felicidade, e repito isso muitas vezes, é um estado de ser que escolhemos nos aliar.
Ela deve ser construída, não a partir de sentimentos ou emoções, mas a partir da certeza de que fazemos parte de um grande plano de criação e que esse plano tem como objetivo nosso crescimento.
Mas a consciência do estado de felicidade, que volto a dizer, é um estado de ser interno e não manifestações efusivas de emoções diversas. É um processo, assim como aprender a meditar é também um processo.
Não se aprende a meditar da noite para o dia, pois todo aprendizado pede tempo, disciplina e organização. Não existem fórmulas mágicas, incapacitações, e não é necessário ser altamente evoluído espiritualmente para ser um meditante. Todos podemos aprender a meditar, basta querer.
Existem técnicas diversas para serem aprendidas, mas é necessário aprendê-las e praticá-las. Os benefícios são surpreendentes. Quando aprendemos a meditar, aprendemos a ouvir o voz do silêncio interior, vivenciamos um estado de não saber.
Todos nós sofremos de um excesso de conhecimento, excesso de barulho, e no barulho não encontramos tranquilidade. Precisamos aprender a ouvir, e a meditação nos possibilita essa experiência. Vamos aprender a descansar do mundo, das vozes, das buzinas, dos problemas.
Nós, ocidentais, desaprendemos a descansar. Quase ninguém consegue relaxar, respirar, simplesmente contemplar e ouvir o silêncio. Se proponha um exercício diário, pare e comece a pensar no silêncio.
Observe-o. Você já parou para ouvir o silêncio que existe entre as palavras que você diz? E entre as notas da música que você ouve? Aprenda a se apropriar do silêncio, percebê-lo, apreciá-lo.
Descubra a paz que existe no silêncio. Uma vez um mestre indiano disse: “O mundo é barulhento porque é feito de mentes barulhentas”. Todos falam muito, mas ninguém ouve ninguém.
Faça uma experiência com você: Fale em voz alta uma palavra, apenas uma palavra e se aperceba por onde caminha sua mente. Em um primeiro momento você ouve, no momento seguinte sua mente já está em outro lugar bem distante da palavra que disse; você já está pensando em outra coisa.
Como disse Jesus, devemos aprender a ouvir, mas como podemos ouvir em meio ao barulho? É preciso silenciar, urgentemente!
Faça uma outra experiência: Fique quieto por um instante, sem fazer nenhum barulho. Feche os olhos e respire profunda e lentamente durante alguns minutos. Procure se abster de todo e qualquer problema; deixe-os fora de você, apenas por um instante.
Segure sua mente em uma palavra ou imagem, não a deixe fugir, apenas por um instante. Fique assim por alguns minutos e em seguida solte as rédeas de sua mente e observe como ela sai galopando como um cavalo selvagem que ficou preso por apenas alguns instantes.
Comece a meditar, hoje mesmo. Determine-se a fazer essa viagem, mas lembre-se: aprender a meditar é um processo lento, que exige comprometimento e disciplina. Pare de levantar poeira com sua mente e aprenda a relaxá-la, a silenciá-la, e principalmente, a ouvi-la.
Acreditamos que experiências é a melhor forma de aprendermos sobre algo. Somente com elas somos capazes de reconhecer quem somos e por consequência evoluírmos. Temos a capacidade de atraírmos para nossas vidas exatamente aquilo que precisamos para aprender sobre determinado tema. E por conta disso, desejamos para vocês que em 2007 você possa vivenciar muitas experiências em sua sua vida!
Sds,
Observatório da Consciência
Há alguns meses fiquei sabendo da vinda para o Brasil de AMMA. Ela é uma indiana que viaja o mundo distribuindo seu carinho em forma de abraços. Visitei o site dela (http://www.ammabrasil.org/) e vi que ela promove uma série de programas sociais.
Pelo exemplo dela pude refletir como um simples gesto, seja ele positivo ou destrutivo, pode envolver tanta gente. A partir do momento que temos consciência de que somos responsáveis por tudo que acontece ao nosso redor, devemos sempre observar quais são os gestos que estamos transmitindo para os outros, pois de alguma forma isso acaba se revertendo para nós. Da mesma forma que violência gera violência, gentileza gera gentileza, carinho gera carinho e amor gera amor. O que você optou por gerar em sua vida?
Abaixo está o video de um australiano distribuindo abraços. Ele acaba sendo reprimido pela policia, que tem o dever de manter o caos social que estamos inseridos.